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O que é hipnose? E como ela pode ser utilizada para tratar problemas da sociedade moderna?

Pelo Hipnoterapeuta e Professor Vitor Pinheiro.

A hipnose é uma técnica que induz o indivíduo ao transe, acessando assim o subconsciente, parte mais profunda da mente humana, onde todas as informações recebidas ao logo vida são armazenadas. Deste modo, podemos reprogramar a mente do indivíduo, ressignificar momentos traumáticos, dessensibilizando os problemas. Como dizia o Dr. Milton Erickson, “Para problemas imaginários, soluções imaginárias.”

Isto é possível pois ao acessar o estado de transe o indivíduo fica mais propenso a aceitar sugestões positivas que modificarão a forma de encarar os seus problemas. Pelo ponto de vista da hipnose as sugestões que podem ser verbais ou não, condicionam os indivíduos a determinados comportamentos. Quando um sujeito passa por um momento de medo intenso de um inseto, no qual ele não sabe lhe dar com a situação ele tende a bloquear aquela situação para autopreservação, gerando um mal estar muito grande, uma fobia. Ou seja, a mente subconsciente interpretou que aquele determinado acontecimento é um risco a vida, com a hipnose clínica podemos ressignificar este momento, dando uma nova interpretação, talvez ridicularizando o inseto ou apenas fazendo com que aquele primeiro episódio seja dessensibilizado.

A hipnose pode ser utilizada para tratar traumas, fobias, TOC, síndrome do pânico, tabagismo, compulsões, ansiedade, timidez e até mesmo depressão. Do ponto de vista da PNL (Programação Neurolinguística), todos esses problemas citados são estados mentais que não são inatos aos indivíduos, na verdade são aprendidos, instalados, como programas de computadores. Portanto podem ser substituídos por novos padrões mentais.

Em uma analise publicada na revista American Health Magazine o Dr. Alfred A. Barrios, PhD em psicologia clínica, concluiu que os resultados da Hipnose Clínica são de longe muito mais eficazes, quando comparados com a Psicanálise e Terapia cognitivo-comportamental, essa pesquisa científica foi realizada com uma população de 1.832 pacientes.


Devido à sua eficácia, em 2018, o Ministério da Saúde brasileiro, incluiu a sua prática no Sistema Único de Saúdes (SUS), como parte da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.

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