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Terapia de Reposição de Testosterona

Atualizado: 13 de Fev de 2018

Pelo Urologista Dr Luiz Luna Barbosa

Todo homem a partir dos 40 anos declina a produção de Testosterona. Essa condição é mais conhecida como Disfunção Androgênica relacionado ao Envelhecimento Masculino. Em pacientes sintomáticos (diminuição da libido e perda na qualidade das ereções) e com duas amostras laboratoriais revelando Testosterona baixa, eu sou fortemente atraído pela opção transdérmica (gel) de Testosterona, pois os níveis sanguíneos podem ser rapidamente titulados após a administração do gel, o risco de elevação do hematócrito é menor que na administração injetável, caso o paciente apresente pico supra-fisiológico com o gel, após 4 dias de suspensão do mesmo, os níveis de testosterona no sangue retornam para aqueles de pré-tratamento (lembrar que não existe antídoto para a Testosterona). Na via injetável, se utilizarmos um éster de meia vida média (mais acessível do ponto de vista financeiro) é muito comum o efeito montanha-russa, com períodos sintomáticos do excesso de Testosterona logo após a aplicação (primeiros 3-5 dias) e fase de hipogonadismo sintomático antes da próxima injeção. Se quisermos minimizar esse efeito utilizando estes ésteres de Testosterona, teríamos que diminuir o intervalo entre as injeções, bem como a dose em cada injeção, o que é extremamente desconfortável para o paciente, visto que a preparação da Testosterona é oleosa, o que torna a via intra-muscular dolorosa, sem contar que existe a possibilidade de microembolismos para o pulmão após a aplicação, o que pode levar a episódios de tosse no paciente, sem que haja,no entanto, alteração importante da relação ventilação-perfusão. Se utilizarmos um éster de Testosterona de vida longa, além do custo alto do tratamento, temo a elevação do hematócrito, sobretudo porque esta sub-população de pacientes (acima de 50 anos) que recebe Testosterona já possuem normalmente algum grau de obesidade, sendo mais comum o achado de apnéia de sono obstrutiva, bem como algum grau de DPOC em pacientes com antecedente de tabagismo, onde a elevação do hematócrito se torna temerosa, pois estes pacientes normalmente já apresentam níveis de hematócrito basal (pré-tratamento) aumentados pelas duas condições citadas (hipóxia crônica).

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