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ESTRATÉGIAS PARA O ENFRENTAMENTO DO LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO

Resumo do trabalho da PhD Tássia Campos de Lima e Silva e equipe de pesquisa da UFPE (R.O. Paulino, J.S. Valença, E.M. Santos, J.J. de Arruda Filho)



O Lúpus Eritematoso sistêmico é uma condição crônica, de origem autoimune, inflamatória e multissistêmica, tendo maior acometimento em mulheres no período reprodutivo. As manifestações podem ser diversas, tais como: Perda de peso, cansaço, febre, lesões na pele, leucopenia, plaquetopenia, lesões oculares, e sinovite, podendo propagar-se afetando outros sistemas, inclusive em dimensões psicossomáticas. Pode ser desencadeada por fatores ambientais, imunológicos, genéticos e fatores externos como drogas. Objetivando relacionar o Lúpus Eritematoso as estratégias de saúde, buscando desmitificar a doença e contribuir no conhecimento e auto-estima de pacientes portadores, busca-se nos aspectos clínicos encontrados em literaturas da forma clássica da doença, para traçar estratégias de saúde para o seu enfrentamento. Tais estratégias de enfrentamento e auto- preservação foram: Orientação quanto a exposição e o uso de protetores solares, demonstração de posições de bem-estar para amenizar o desconforto respiratório, estimular a realização de exercícios físicos, montar rotina de enfermagem para avaliação de hemograma e sinais vitais, encaminhar sempre que necessário o paciente para o serviço de nutrição, além de oferecer apoio psicológico para a aceitação de sua própria imagem. Diante de achados clínicos (Danos teciduais decorrentes da fotosensibilidade, lesões cutâneas e articulares e úlceras orais, etc.) exames laboratoriais (Hemograma, FAN-Fator antenuclear, entre outros) e manifestações clínicas apresentadas por pacientes ou relatadas por portadores da doença a longo prazo (febre, cansaço, perca de peso, problemas renais, pleurite, mialgias, pericardite, problemas gastrintestinais, neuropatias periféricas e baixo autoestima), nota-se um grande avanço na melhora clínica e psicológica dos pacientes que utilizam estas técnicas terapêuticas, consequência do diagnóstico e intervenções precoces, além de contribuir para que os portadores enfrentem a doença de forma mais abrandada. Diante das estratégias abordadas nos cuidados gerais e simples orientações, pode-se haver a desmistificação da doença, quebrando barreiras do preconceito e contribuindo para o enfrentamento de forma mais humana e estratégica. Essas intervenções prometem desencadear no paciente uma melhoria de autoestima, bem como ampliar o discurso de que a doença é tratável e por isso, deve trabalhar de forma integrada os profissionais de saúde para montar métodos eficazes no diagnóstico, tratamento e cuidados.